Consumo de papel: quantas poses saem, e quanto vale a apara
O papel costuma ser a maior linha de um custo gráfico, e a imposição decide a maior parte. Como medir o consumo real, por que a pergunta do formato da folha vem antes da pergunta da máquina, e quanto a apara vale de verdade.
O papel é normalmente a maior linha individual de um custo gráfico. E quanto um trabalho consome é decidido menos pelo trabalho do que pela **imposição**: quantas peças cabem numa folha e quanto daquela folha é refilado.
Quantas poses saem é uma função em degraus
Colocar mais uma peça na folha não reduz o custo de papel aos poucos; reduz de uma vez, numa fração inteira. Uma peça alguns milímetros menor pode passar de quatro poses para seis e tirar um terço da linha de papel.
Por isso a pergunta útil é feita na etapa de criação e não na máquina: **este formato está a alguns milímetros de caber mais uma pose?** Ninguém consegue responder sem a planilha de custo, porque enquanto o papel não é custeado por peça a pergunta não ocorre a ninguém.
Meça o consumo, não o calcule
Folhas requisitadas para o trabalho, divididas pelas peças boas entregues. As duas cifras já existem, e a relação captura imposição, acerto, perda e refile num único número.
Uma cifra calculada só a partir da imposição vai sempre sair mais baixa que a realidade, porque não sabe nada das folhas destruídas para chegar à cor nem das perdidas no acabamento.
Quanto a apara vale
Não é zero — apara de papel e de cartão é vendida — mas está bem abaixo do que você pagou, e apara impressa costuma valer menos que apara limpa. Use o preço do ticket de balança do comprador.
E o aviso da subtração dupla vale aqui como em todo lugar: cobre as folhas consumidas e depois credite a recuperação. Cobrar só a área das peças **e ainda** creditar a apara subtrai o mesmo papel duas vezes.
Onde o consumo realmente melhora
- Combinar trabalhos numa mesma folha — trabalhos diferentes dividindo folha é o maior ganho disponível em quase toda gráfica.
- Ajustar as dimensões da peça onde a criação permitir, para alcançar o próximo degrau de peças por folha.
- Comprar o formato de folha que serve ao trabalho, em vez do que a gráfica sempre comprou.
- Revisar as margens de refile contra o que o equipamento de acabamento realmente exige — muitas vezes foram herdadas de uma máquina que a gráfica já não tem.
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