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Amortização do molde e economia de cavidades: a aritmética por trás da decisão de ferramental

Mais cavidades significa molde mais caro e peça mais barata — até certo ponto. Como distribuir o custo do molde com honestidade e como comparar duas opções de cavidades com números em vez de instinto.

Atualizado

Um molde é um pagamento grande feito uma vez só, em troca de um custo menor em cada peça depois. Tudo o que é difícil em custeá-lo vem de uma pergunta: **por quantas peças você divide?**

Isso não é um dado que se consulta. É uma suposição sobre o futuro, e o jeito honesto de tratá-la é deixá-la escrita em vez de enterrá-la.

Escolher o denominador

Dividir porEfeitoQuando é o certo
Só este pedidoCusto por peça mais alto; você nunca deixa de recuperar o moldeO molde é específico de um cliente ou de um pedido
Volume esperado do programaCusto por peça menor; você está apostando em pedidos futurosExiste um programa firmado com volume declarado
Vida mecânica do moldeO custo mais baixo; o mais otimistaRaramente apropriado — o molde costuma sobreviver ao produto
Escolha o que escolher, registre a cifra na planilha. Duas planilhas que distribuem o ferramental sobre volumes diferentes não são comparáveis, e mais nada nelas revela a diferença. É a mesma disciplina que o guia de usinagem pede com o tamanho de lote, aplicada a um número muito maior.

Se o cliente pagou o molde

Então ele não está no seu custo de peça de jeito nenhum, e incluí-lo é cobrar duas vezes. Mas deixe a propriedade clara: se o molde é do cliente e pode ir para outro injetor, você também não pode amortizá-lo sobre trabalho futuro. Você não tem nem o custo nem a segurança.

Comparar opções de cavidades

Mais cavidades custa mais molde e menos tempo de máquina por peça. Se essa troca compensa depende inteiramente do volume, e se resolve com números sem drama:

  1. Custeie a peça com o molde de poucas cavidades: custo do molde distribuído no volume, mais ciclo dividido pelas peças por ciclo dele.
  2. Custeie de novo com o molde de muitas cavidades: uma cifra de molde maior distribuída no mesmo volume, um ciclo um pouco mais longo, dividido por mais peças.
  3. Compare. O volume de cruzamento é a resposta, e normalmente não está onde o instinto coloca.
Um molde maior costuma exigir uma injetora maior, e uma injetora maior tem taxa horária mais alta. Deixar isso de fora é o que faz muitas cavidades parecerem melhores do que são — confira em que máquina cada opção roda antes de comparar.

O que a aritmética não pode dizer

O tempo de ciclo de um molde que ainda não existe é uma estimativa, e toda a comparação repousa nela. Peça ao seu ferramenteiro, registre que foi assim, e anote como estimativa na planilha.

Este guia cobre como estruturar a comparação e o que registrar. Não diz em que ciclo uma peça vai rodar nem quantas cavidades a sua peça suporta — isso depende da peça, da resina e da máquina, e quem vai construir o molde sabe melhor que qualquer documento geral.

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