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Frete de carga volumosa: o caminhão enche antes de carregar

O frete de móveis é vendido por volume, não por peso, e isso muda quanto vale uma redução de custo. Como custeá-lo por produto, e por que embarcar desmontado é uma decisão de custeio antes de ser de projeto.

Atualizado

Em quase todo ramo o frete é uma linha pequena que escala com o peso. Em móveis é uma linha grande que escala com o **espaço** — um baú ou um contêiner fica sem lugar muito antes de ficar sem capacidade de carga.

Só esse fato muda quais melhorias valem a pena, e é por isso que uma fábrica que custeia frete por peso subvaloriza sistematicamente a única mudança que mais importa.

Custear o frete por produto

Dois números: o custo de um embarque e quantos produtos aquele embarque levou. Divida.

O segundo é o que precisa estar certo, e quem o decide são as dimensões embaladas, não o produto. Um produto que embala um pouco mais plano pode permitir mais uma camada no contêiner, e o frete por unidade cai nessa proporção inteira.

Registre nas suas notas a distância ou a rota suposta. Frete por unidade num percurso nacional curto e numa rota de exportação são cifras diferentes, e compará-las não diz nada sobre nenhuma das duas operações.

Embarcar desmontado é primeiro uma decisão de custeio

Embarcar o produto desmontado troca custo de fabricação por custo de frete, e os dois lados são mensuráveis:

  • A mão de obra de montagem sai da sua fábrica — essa linha cai ou desaparece.
  • A embalagem normalmente fica mais complexa e mais cara — essa linha sobe.
  • Entram ferragens e manual — aparece uma linha nova.
  • O frete por unidade cai, muitas vezes bastante, porque o volume embalado cai bastante.

Custeie o produto das duas formas e compare. Isso é um caso de melhoria completo com números dos dois lados — não uma preferência de projeto, que é como essa decisão costuma ser tomada.

Avaria em trânsito entra na planilha

Móveis danificam fácil e a perda é real. Se o custo fica com você, registre como refugo com a causa anotada como trânsito — porque leva a uma melhoria de embalagem, não de produção.

Metida numa cifra geral de refugo, ela aponta a fábrica inteira para o problema errado, e as pessoas passam meses melhorando um processo que nunca teve culpa.

Onde o custo de frete realmente cai

  1. Reduzir o volume embalado — desmontar, aninhar componentes, proteção mais fina porém suficiente.
  2. Ajustar as dimensões embaladas ao contêiner ou ao baú para embarcar menos vãos de ar.
  3. Consolidar embarques para os caminhões saírem cheios, que é mudança de programação e não de produto.
O ponto dois é o que mais fica sobre a mesa. Uma embalagem alguns centímetros menor pode mudar quantas cabem na largura de um contêiner, e isso é um salto e não um ganho gradual — a planilha mostra na hora, assim que o frete passa a ser custeado por produto.

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