Custo de produção gráfica: fixo por trabalho, variável por exemplar, e a linha entre os dois
Custear um trabalho impresso nas dez categorias. A gráfica mistura custos por trabalho e por exemplar mais que qualquer outro ramo, e confundi-los é o que faz tiragens curtas parecerem artificialmente baratas.
Todo ramo tem custos que acontecem uma vez por trabalho e custos que acontecem uma vez por peça. A gráfica tem mais dos primeiros do que quase qualquer outro, e é o ramo em que confundi-los causa mais estrago.
Acerte a divisão e o resto vem sozinho. Erre e as tiragens curtas parecem baratas, as longas parecem caras, e a gráfica orça exatamente os trabalhos que deveria recusar.
Dois tipos de custo, e qual é qual
| Por trabalho — acontece uma vez | Por exemplar — escala com a quantidade |
|---|---|
| Chapas, facas, pré-impressão, provas | Papel ou cartão dos exemplares bons |
| Tempo de acerto na máquina | Tinta e verniz |
| Papel de perda de acerto | Tempo de máquina da tiragem |
| Preparação nos equipamentos de acabamento | Tempo de acabamento por peça |
As dez categorias, na ordem de produção
1. Material — papel, tinta, filme
O papel é cobrado como **folhas consumidas**, o que inclui as folhas destruídas para levar a máquina à cor. Essa perda é por trabalho, não por exemplar, então é dividida pela tiragem e cai aqui, na linha de material, e não no refugo.
Essa colocação é de propósito e tem guia próprio, porque é o erro estrutural mais comum do custeio gráfico.
2. Tempo de máquina
Impressora, dobradeira, máquina de corte e vinco, laminadora, coladeira. Inclua o tempo de acerto dividido pela tiragem; inclua o tempo de rodagem, por exemplar. Impressoras digitais costumam ter cobrança por clique, que é mesmo por exemplar e entra aqui.
3. Mão de obra
Pré-impressão, operação de máquina, acabamento, embalagem, conferências de qualidade. Mantenha a mão de obra de acerto separada da de rodagem se puder — elas se comportam de forma completamente diferente quando a quantidade muda, e juntá-las esconde todo o problema da tiragem curta.
4. Chapas, facas e o que se gasta por impressão
Três comportamentos diferentes que não podem ser fundidos:
- Chapas — por trabalho, divididas pela tiragem. Uma reimpressão que reaproveita chapas é um trabalho genuinamente mais barato.
- Facas de corte e vinco — por projeto. Divida pelo total de peças que a faca vai produzir ao longo da vida, não por um pedido.
- Blanquetas, rolos anilox, facas de refile — se gastam por número de impressões, então custo dividido pelas impressões entre trocas.
5. Perda durante a tiragem
Folhas perdidas **depois** de a máquina já rodar bem — falta de registro, marcação, atolamento no acabamento. Esta é por exemplar e entra no refugo, ao contrário da perda de acerto. Manter as duas separadas é o que permite distinguir um problema de preparação de um de rodagem.
6. Retrabalho
Reimprimir um caderno, refilar de novo, corrigir à mão. Muitas vezes zero neste ramo — lance zero em vez de deixar vazio.
7. Terceirização
Hot stamping, relevo, verniz especial, encadernação, fabricação da faca. Preço do fornecedor por lote dividido pelas peças, mais transporte de ida e volta.
8. Embalagem
Caixas, filme, paletes, separadores. Contada por peça como fração da caixa ou do palete.
9. Frete
Papel é pesado, então este ramo enche por peso e não por espaço — o contrário de móveis. Custeie um embarque, divida pelas peças que ele levou e anote a distância suposta.
10. Custos indiretos de fábrica
Área, climatização, manuseio de aparas, supervisão. Se a energia já está dentro da taxa hora-máquina da impressora, não cobre de novo aqui.
Três conferências
- A tiragem está escrita — um custo unitário sem ela não pode ser comparado com nada.
- A perda de acerto está em material, dividida pela tiragem; a perda de rodagem está em refugo, por exemplar.
- O custo de chapa é dividido por esta tiragem; o da faca, por toda a vida da faca.
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