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Higienização e troca de produto: custo por lote, não custo por unidade

Limpar entre lotes custa o mesmo com lote grande ou pequeno — é isso que realmente encarece corridas curtas. Como custear, e o que isso diz sobre o tamanho de lote.

Atualizado

Entre dois lotes a fábrica higieniza. Isso consome mão de obra, água, químicos, energia e — normalmente a maior parte — **tempo de produção em que a linha poderia estar rodando**.

A propriedade importante: custa quase o mesmo se o lote anterior foi grande ou pequeno. É um custo por lote sem disfarce nenhum, e ainda assim é rotineiramente distribuído como se fosse por unidade.

Quanto uma troca de produto custa de verdade

  • Mão de obra da equipe de higienização, pela duração inteira.
  • Água, químicos e energia consumidos.
  • Tratamento do efluente do que vai para o dreno.
  • Produto perdido no início e no fim da corrida — as primeiras e últimas porções fora de especificação.
  • Tempo de linha: as horas em que o equipamento não produziu.
O último item costuma ser o maior e o mais omitido, porque não chega nota fiscal por ele. Só é custo real se a linha fosse rodar — veja o guia do gargalo. Numa linha com capacidade sobrando ele é bem menor do que parece; numa linha restrita é a história toda.

Como colocar na planilha

Custo total da troca dividido pelas unidades do lote seguinte. O que significa que o mesmo produto custa diferente em tamanhos de lote diferentes — e isso não é defeito do método, é o fato que o método existe para revelar.

Nem toda troca é igual

Uma troca entre dois produtos parecidos é curta. Uma troca que precisa eliminar um alergênico, ou passar de um produto de sabor forte para um delicado, pode levar muito mais tempo e exigir verificação depois.

Custeie separado em vez de usar uma média. Uma média faz trocas fáceis parecerem caras e trocas difíceis parecerem baratas, que é exatamente o contrário do que a programação precisa.

A pergunta que este número responde

**Qual é o menor lote que vale a pena rodar?** Abaixo de certo tamanho, o custo de troca por unidade supera qualquer margem que o produto tenha. Quase toda fábrica tem uma opinião sobre essa cifra; poucas a calcularam.

Uma vez custeada a troca por lote, o cálculo é direto: custeie o mesmo produto em vários tamanhos de lote e leia onde ele deixa de dar dinheiro. Isso é uma regra de programação com número atrás, não um hábito.

Também encerra com honestidade uma discussão recorrente. Vendas quer corridas curtas por flexibilidade; produção quer corridas longas por eficiência. Os dois têm razão, e o custo de troca é a taxa de câmbio entre eles — sem ele a discussão não tem unidade.

Onde o custo de troca realmente cai

  1. Sequenciar a produção para produtos parecidos virem seguidos e trocas difíceis serem raras.
  2. Preparar tudo que der antes de parar a linha, para o tempo parado ser o mínimo.
  3. Padronizar o procedimento de higienização e deixá-lo registrado, para não ser reinventado a cada turno.
  4. Reconsiderar os tamanhos de lote com a cifra na mão e não por hábito.

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