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Consumo de tecido por peça, e para onde o tecido realmente vai

O tecido é a maior linha de quase todo custo de confecção. Como tirar o consumo do encaixe e não da memória, o que a eficiência do encaixe realmente mede, e as perdas que nunca aparecem nele.

Atualizado

Num custo FOB o tecido costuma ser a maior linha individual — muitas vezes maior que toda a mão de obra somada. Um erro pequeno no consumo pesa então mais que uma melhoria grande em qualquer outro lugar, e isso faz desta a cifra que mais vale a pena acertar.

O consumo sai do encaixe

O encaixe é a disposição dos moldes na largura do tecido. Ele diz o comprimento de tecido que um jogo de peças consome — incluídos os vãos entre os moldes, que são inevitáveis e que a peça tem de pagar.

A eficiência do encaixe é a área dos moldes dividida pela área do encaixe. É um número útil, mas descreve só a disposição: não diz nada sobre as perdas que acontecem fora dele.

As perdas que o encaixe não mostra

São a razão de o tecido requisitado sempre superar o consumo do encaixe:

  • Perda de pontas no início e no fim de cada enfesto.
  • Restos de rolo curtos demais para enfestar, e variação de largura entre rolos.
  • Defeitos de tecido contornados ou recortados, mais as peças de reposição.
  • Encolhimento após o descanso, se você enfesta tecido descansado.
  • Testes de corte e amostras tiradas do tecido de produção.
Juntas não são nada desprezíveis, e nenhuma aparece num relatório de encaixe. Por isso a cifra com que se custeia é **tecido requisitado para o corte dividido pelas peças produzidas**, não o consumo do encaixe. O consumo do encaixe serve para planejar; requisitado-sobre-produzido serve para custear.

A conferência que pega tudo de uma vez

Tecido requisitado, dividido pelas peças expedidas. Essa única relação captura a eficiência do encaixe, as perdas do setor de corte, os rejeitos e todo o resto numa cifra — e as duas quantidades já existem nos seus registros.

Acompanhe por pedido durante uma coleção. Não vai ser lisonjeira da primeira vez, e é esse o ponto: a diferença entre ela e o consumo do encaixe é o tamanho da oportunidade, expressa na moeda com que você compra tecido.

Onde o consumo realmente melhora

  1. Combinar tamanhos num mesmo encaixe em vez de encaixar cada tamanho separado. Normalmente é o maior ganho disponível e não custa mais que tempo de planejamento.
  2. Ajustar o comprimento do enfesto ao comprimento do rolo para sobrarem menos pontas encalhadas.
  3. Revisar o tecido antes de enfestar em vez de contornar defeitos depois — o mesmo defeito custa muito menos quando é achado no rolo.
  4. Devolver os dados reais do corte para a modelagem. Moldes que causam mau encaixe de forma consistente muitas vezes podem ser redesenhados sem mudar a peça.
O ponto quatro é o que as fábricas raramente fazem, porque corte e modelagem ficam em áreas diferentes e nenhuma cifra cruza entre elas. Colocar o consumo na ficha de custo é o que torna essa conversa possível: dá aos dois lados a mesma cifra para discutir.

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