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Nesting, aproveitamento de chapa e quanto o esqueleto vale de verdade

O material costuma ser a maior linha de um custeio em chapa, e o nesting decide a maior parte dele. Como medir o aproveitamento, como valorar o esqueleto e qual é a subtração dupla que embeleza toda planilha que toca.

Atualizado

Na maioria das peças em chapa, o material é a maior linha individual do custeio. E quanto material uma peça consome é decidido menos pela peça do que **pelo modo como ela foi aninhada** — ou seja, uma decisão tomada num software, muitas vezes por quem calhou de rodar o trabalho.

Isso faz do aproveitamento um dos poucos números em que uma planilha de custo pode dar uma resposta genuinamente surpreendente.

Medir o aproveitamento sem equipamento novo

Área de chapa requisitada para o trabalho, dividida pela área total de peças boas que saíram dela. É só isso — as duas cifras já existem, uma na requisição de almoxarifado e outra no registro do trabalho.

Use as **chapas realmente requisitadas**, não a cifra teórica do relatório de nesting. O número teórico ignora chapas iniciadas e abandonadas, o refile de borda de um retalho e as peças recortadas depois de um erro — e são exatamente essas as perdas que vale a pena encontrar.

Acompanhe por trabalho durante um tempo antes de tirar conclusões. Um único trabalho com nesting incomumente bom ou ruim fala sobre aquele nesting, não sobre a oficina.

Quanto o esqueleto vale de verdade

O esqueleto não é material de graça nem é sem valor. Ele tem valor real: o que o sucateiro paga, segundo o ticket de balança, para aquela liga.

Aqui a chapa se separa forte da injeção de plástico. Os canais termoplásticos podem ser moídos e injetados de novo, então voltam como **material**. O esqueleto de aço ou alumínio não volta ao seu processo: é vendido. Então valore ao preço que de fato pagam a você, bem abaixo do preço a que você comprou a chapa.

A subtração dupla

O erro mais comum desta linha, e ele sempre deixa a planilha melhor que a realidade:

  • Cobrar da peça só a área do contorno dela — o que assume em silêncio que o esqueleto foi de graça — e depois
  • ainda lançar um crédito de recuperação de sucata pelo esqueleto.

O esqueleto foi subtraído duas vezes: uma por nunca ter sido cobrado, outra por ter sido creditado. Cobre a chapa inteira consumida e depois credite a recuperação. Uma coisa ou a outra, nunca as duas metades da mesma economia.

Se você não sabe qual convenção uma planilha usou, veja se o custo de material está perto do preço da chapa ou perto do preço do contorno da peça. A diferença costuma ser a resposta inteira.

Onde o aproveitamento realmente melhora

Uma vez medido o aproveitamento, três mudanças passam a ser demonstráveis em vez de supostas:

  1. Aninhar vários códigos numa mesma chapa em vez de uma peça por chapa. Normalmente é o maior ganho disponível e não custa mais que programação.
  2. Usar corte de linha comum onde a geometria permitir — duas peças dividindo uma aresta de corte eliminam o vão entre elas e o tempo daquele corte.
  3. Administrar os retalhos de propósito: etiquete, guarde e deixe o nesting usar. Retalho que é jogado fora foi comprado a preço de chapa inteira.

O terceiro costuma encontrar resistência porque lidar com retalho é chato. A planilha de custo é o que encerra essa discussão: converte a chateação num número e o coloca ao lado da economia.

O detalhe que convém saber

Um nesting melhor economiza material só se aquele material fosse ser comprado. Se a oficina já tem chapa em estoque que não pode usar em outra coisa, melhorar o aproveitamento de um trabalho pode só mover o mesmo metal de lugar.

É a mesma pergunta que o guia do gargalo faz a toda melhoria: isto faz a fábrica deixar de pagar algo real? O aproveitamento normalmente passa — mas convém conferir em vez de supor, porque é uma das poucas economias de material que podem acabar sendo só no papel.

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