Custo por peça na injeção de plástico: peso da injetada, tempo de ciclo e cavidades
Custear uma peça injetada nas dez categorias. Três números dominam tudo o mais — peso da injetada, tempo de ciclo e quantas peças saem de cada ciclo — e errar qualquer um deles move a planilha inteira.
A injeção de plástico é incomumente fácil de custear, porque quase tudo se resume a três números: quanto plástico entra numa injetada, quanto dura o ciclo e quantas peças cada ciclo produz.
E é igualmente fácil errar feio, exatamente pelo mesmo motivo: um erro em qualquer um dos três move a planilha inteira, não uma linha.
Os três números de que tudo depende
| Número | O que é | O erro habitual |
|---|---|---|
| Peso da injetada | Tudo o que é injetado: peças mais canal e bico | Custear o peso da peça e esquecer o canal |
| Tempo de ciclo | De fechamento a fechamento do molde, em condição de produção | Usar o melhor ciclo já obtido em vez do normal |
| Peças por ciclo | Número de cavidades realmente rodando | Supor que todas rodam quando algumas estão bloqueadas |
As dez categorias, na ordem do processo
1. Material — peso da injetada dividido pelas peças por ciclo
Pegue o peso completo da injetada, canal e bico incluídos, e divida pelo número de peças que aquela injetada produz. Pigmento e aditivos vão em linhas separadas ao preço próprio deles, porque costumam ser bem mais caros por unidade de peso que a resina base.
Material que volta como moído é tratado como recuperação — veja o guia dedicado. Não reduza o peso da injetada para contabilizá-lo; é a mesma subtração dupla de que o guia de chapa avisa.
2. Tempo de máquina — ciclo dividido pelas peças por ciclo
Taxa hora-máquina vezes tempo de ciclo, dividido pelas peças por ciclo. As taxas diferem muito conforme a força de fechamento, então use a da injetora em que o trabalho realmente roda, não uma média da fábrica.
Inclua o tempo de secagem que o material exige, se ele ocupa equipamento. É fácil esquecer porque o que está ocupado não é a injetora.
3. Mão de obra
Muitas vezes pequena numa célula automatizada, e nunca zero. Inclua a retirada da peça se não for automática, o corte do canal, a inspeção e a parcela do operador se uma pessoa atende várias injetoras.
4. Ferramental e amortização do molde
Duas coisas distintas que não podem ser fundidas:
- Consumíveis e peças de desgaste — divididos pelas peças produzidas entre trocas.
- O molde em si — um custo de uma vez só distribuído pelas peças que ele vai produzir. Tem guia próprio, porque por quantas peças você divide é uma decisão, não um fato.
5. Refugo
Injetadas incompletas, rebarba, chupagem, queimado, contaminação. O refugo de partida no começo de uma corrida é real e entra aqui — é cobrado da corrida que o produziu, distribuído pelas peças boas dela.
6. Retrabalho
Cortar canal, tirar rebarba, refazer acabamento. Se as peças são refugadas em vez de retrabalhadas, lance zero — não vazio.
7. Terceirização
Pintura, metalização, tampografia, solda ultrassônica, montagem. Preço do fornecedor por lote dividido pelas peças, mais transporte de ida e volta.
8. Embalagem
Sacos, caixas, divisórias, contentores retornáveis. Peças injetadas costumam ser leves e volumosas, então a embalagem pesa mais aqui do que na metalmecânica.
9. Frete
Leve e volumoso significa que o caminhão enche antes de carregar. Custeie um embarque, divida pelas peças dele e anote a suposição.
10. Custos indiretos de fábrica
Área, água gelada, ar comprimido, moinhos, supervisão. Se a energia já está dentro da taxa hora-máquina, não cobre de novo aqui.
Três conferências
- O material é o peso completo da injetada incluído o canal, dividido pelas peças por ciclo.
- As peças por ciclo são as cavidades realmente rodando.
- O material recuperado é creditado uma vez só, e o peso da injetada não foi reduzido para contabilizá-lo.
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