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Custo de retrabalho por peça: como calcular e por que não é refugo

A fórmula do custo de retrabalho por peça, como separar uma peça recuperável de uma que vai fora, e por que juntar as duas superestima o custo sempre.

Atualizado

Uma peça que saiu errada mas dá para salvar - retocada, ressoldada, repintada, reusinada - custa dinheiro de verdade, só que num formato diferente de uma peça jogada fora. Este artigo mostra como precificar isso e onde passa a linha entre as duas.

O que este artigo não faz: dizer qual deveria ser a sua taxa de retrabalho. Não existe referência para isso, e quem lhe der uma sem conhecer o seu processo está chutando. Aqui está como MEDIR a taxa que você já tem e como transformá-la em dinheiro.

Retrabalho e refugo se separam numa única pergunta

A pergunta: essa peça acaba sendo vendida assim mesmo?

RefugoRetrabalho
O que acontece com a peçaVai foraÉ vendida assim mesmo
Precisa fazer outra no lugar?SimNão
FórmulaMultiplicada pela taxa de refugo - é preciso produzir a mais para entregar o suficienteMultiplicação direta - soma-se apenas o esforço do reparo
O que se perdeTudo que já entrou naquela peçaSó a mão de obra e o material do retoque
Confundir as duas erra SEMPRE para mais, nunca para menos: o refugo é multiplicado e o retrabalho não. Com taxa de 50% o número sai o dobro.

Retrabalho

Peças feitas erradas mas RECUPERÁVEIS: retoque, resolda, repintura, reusinagem. Esforço extra, mas nenhuma peça de reposição é necessária.

Informe quando há uma etapa de retrabalho. É uma seção separada da Sucata porque as duas são matematicamente diferentes.

O campo «custo por reparo» aceita as duas formas: um valor fixo por reparo, ou os minutos gastos mais um custo por minuto. A segunda fica mais perto da verdade quando o reparo é sobretudo tempo de uma pessoa, porque aí dá para cronometrar em vez de estimar.

Exemplo: 2.000 peças por mês, 3% precisam de retoque, cada retoque custa 8.000 -> 2.000 x 0,03 x 8.000 = 480.000 por mês. Nada é multiplicado, porque aquelas 60 peças embarcam do mesmo jeito; nenhuma é refeita.

O que NÃO entra aqui

  • Peças descartadas de vez - essa é a categoria Refugo, com a multiplicação dela.
  • Tempo de reparo que você já colocou nos salários em Mão de obra - lançado nos dois lugares conta duas vezes, e nada avisa.
  • A inspeção que ENCONTRA os defeitos - isso é tempo de inspeção e vai em Mão de obra. Aqui conta só o consertar.
  • Multas ou indenizações ao cliente por atraso causado pelo retrabalho - é consequência comercial, não custo de fabricar uma peça.

Três erros comuns

ErroEfeito no número
Jogar o retrabalho no refugo para simplificarO custo sai mais alto do que é, e qualquer melhoria na taxa de defeitos parece economizar mais do que economiza
Jogar o tempo de reparo na Mão de obraOs custos da qualidade somem: «custo de fazer» e «custo de refazer» deixam de ser lidos separados
Deixar vazio porque «é pouquinho»Campo vazio é somado como zero. Em pintura ou solda raramente é tão pouco quanto parece

Quando vale separar isso

Quando vocês estão discutindo se apertam a qualidade de entrada. Separe «custo de refazer» de «custo de fazer» e as duas opções se separam sozinhas: ninguém precisa ganhar a discussão.

E quando a sua melhoria mira direto na taxa de defeitos: é aqui que o número vai se mexer, e enterrado em outra categoria você não vê o movimento.

Teste com os seus números, sem cadastro: abrir a calculadora e escolher a categoria Retrabalho.

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