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Custo de extração de petróleo e gás: custo por poço e declínio natural

Custos de produção upstream: sem matéria-prima comprada, o custo de perfuração é amortizado pelas reservas de cada poço e a produção declina naturalmente.

Atualizado

Petróleo e gás saem direto do reservatório; não há compra de matéria-prima. A unidade é o barril de óleo equivalente (ou m³ de gás); "por poço" não serve, porque cada um tem reservas diferentes.

Sequência upstream

  1. Sísmica
  2. Perfuração (exploratória, de desenvolvimento)
  3. Completação (revestimento, árvore de natal)
  4. Produção
  5. Separação de óleo, gás e água
  6. Escoamento até o ponto de coleta
  7. Abandono e descomissionamento

Duas particularidades

1. Perfuração: amortizar pelas reservas do poço

O gasto grande acontece antes do primeiro barril. Não deprecie por anos, e sim pelas reservas recuperáveis estimadas do poço. Sondas são afretadas por diária: dias reais contra o planejado vão direto para o custo.

2. Declínio natural: não é desgaste

A produção é máxima no início e cai com a pressão do reservatório, mesmo com operação perfeita. Os custos fixos se dividem pela produção do mês, então o custo por barril do mesmo poço sobe com o tempo.

Ao comparar poços de idades diferentes, o "mais caro" pode ser só o mais velho, não o pior operado.

Outras linhas

Mão de obra (operação), consumíveis (brocas, produtos químicos que crescem com o BSW), serviços externos (perfuração, perfilagem), retrabalho (workover), frete (duto, navio-tanque), custos indiretos (gestão do campo, provisão de abandono).

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